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Aspectos Históricos

Desde o oftalmômetro de Helmholtz, passando pelo ceratômetro de Schiøtz-Javal, até o primeiro fotoceratoscópio baseado nos discos de Placido, criado por Allvar Gullstrand (Prêmio Nobel de Medicina em 1911), houve notável evolução das tecnicas para caracterização da córnea. Em 1960, Mark Amsler desenvolveu a fotoceratoscopia clínica, uma ferramenta que possibilitou detectar alterações corneanas leves que ocorrem antes de outros sinais clínicos, cunhando pela primeira vez o termo Forma Frusta de Ceratocone.

 

Imagem 1: Helmholtz

 

  

Imagem 2, 3 e 4: Oftalmômetro de Helmholtz, Ceratômetro de Schiotz-Javal e Discos de Placido.

 

   

Imagem 5 e 6: Allvar Gullstrand e Mark Amsler

 

Imagem 7: Fotoceratoscopia desenvolvida por Amsler.
A - Cornea Regular / B - Irregularidades corneanas.

 

    

Imagem 8 e 9: Dr. Stephen Klyce e Yanon S. Rabinowitz. 

 

Entretanto, apenas com o advento da cirurgia refrativa na década de 1980, que houve grande impulso para analise da córnea. Klyce popularizou o uso de mapas de cores a partir dos dados computadorizados da ceratoscopia e juntamente com Rabinowitz desenvolveu índices quantitativos para identificação de padrões normais e de ceratocone.

 

Imagem 10: Display gerado a partir da ceratoscopia computadorizada.
À esquerda padrão topográfico clássico de ceratocone com acentuado encurvamento inferior,
e à direita os índices para screening de ceratocone desenvolvido por Klyce/Maeda e Rabinowitz.

Tais índices são inclusive considerados sensíveis para detecção de anormalidades mesmo antes de haver perda de acuidade visual. Contudo, casos de forma frusta de ceratocone (ou ceratocone sub-clínico), podem ocorrer mesmo com topografia e paquimetria central normais. Tal situação é bem exemplificada através dos diversos casos relatados de ectasia pós-cirurgia refrativa baseada no standard screening (topografia corneana e paquimetria central).

 

 

O conceito de ehanced screening baseia-se no uso da tomografia e estudo biomecânico da córnea para detectar e caracterizar alterações “sub-topográficas” nestes pacientes considerados relativamente “normais”, porém com susceptibilidade para desenvolver ectasia. Em contra-partida casos suspeitos de ceratocone na topografia (classicamente conhecidos como Keratoconus Suspect – KCS) podem apresentar-se estáveis na tomografia e estudo biomecânico aumentando a especificidade do screening. Em outras palavras, forma frusta de ceratocone é diferente de topografia suspeita de ceratocone.

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