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Apresentação Clínica

O ceratocone apresenta-se geralmente de forma bilateral, podendo ser marcadamente assimétrico. A apresentação incompleta, ou abortada, da doença em um dos olhos (ou até mesmo em ambos os olhos) é chamada de “forma frusta de ceratocone”. Casos unilaterais foram descritos em até 14% dos ceratocones, porém Rabinowitz e colaboradores mostraram que esse valor é substancialmente menor quando se utiliza critérios diagnósticos e técnicas de exames mais sofisticados. Em outras palavras, a tecnologia disponível atualmente nos permite diagnosticar a forma frusta da doença nos olhos que antes eram considerados normais. É importante ressaltar que a presença da forma frusta da doença não especifica se a progressão vai ocorrer, reforçando o conceito já citado que para ocorrer progressão é necessário a combinação entre o genótipo e os estímulos fenotípicos ou ambientais.

Clinicamente os principais achados do ceratocone são: sinal de Munson (depressão da pálpebra inferior no olhar para baixo) na ectoscopia; reflexo em tesoura na retinoscopia; astigmatismo miópico progressivo na refração; além dos sinais clássicos na biomicroscopia como: anel de Fleischer (depósito de ferro na base do ceratocone), estrias de Vogt no estroma (que desaparecem com a pressão digital leve), cicatriz apical, e sinal de Rizutti (reflexão cônica na região periférica da íris). Todos estes sinais são encontrados apenas nas fases moderadas e avançadas da doença.

 

 

Imagem1: Sinal de Munsun

 

Imagem 2: Anel de Fleischer

 

Imagem 3: Estrias de Vogt

Imagem 4: Cicatriz Apical e Sinal de Rizutti

 

 

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